Serviços de arquitetura e licenciamentos

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Serviços de arquitetura e licenciamentos

As dificuldades do processo de construção para os donos de obra.

 

Muitos dos nossos clientes tem a ideia de que o processo de construção de uma moradia é similar ao da compra de uma habitação feita: é pagar aos projetistas, pagar ao empreiteiro, sentar e aguardar pelo fim da construção, e está feito. Pois, enganam-se: todo o processo tem centralidade no dono de obra e ele tem muito trabalho pela frente.

 

Os projetistas e a pressa.

 

Primeiro passo importante: a escolha do projetista.  Já falámos anteriormente que é importante haver confiança entre os projetistas e o dono de obra. É uma confiança que tem como base a relação intrapessoal. Tem de haver confiança e tem de haver diálogo.

Quando do primeiro esboço não vem nenhum comentário por parte do nosso cliente ficam preocupado. Prefiro que digam que não é o que pretendem, do que está tudo bem. É importante haver contraditório.

 

O contraditório permite chegar à solução ideal. Com o contraditório a probabilidade de as decisões serem seguras aumenta e o resultado final seguramente será melhor.

O desafio do projeto é transformar as condicionantes, as ideias do cliente e as condicionantes no projeto ideal.

 

É importante não ter pressa. Muito dos nossos clientes tem prazos a cumprir.  Um projeto feito à pressa traduz-se em decisões feitas de forma precipitada. O prazo do banco, o prazo do terreno, a pressão dos familiares, do vendedor, do agente imobiliário, tudo tem de ser feito rápido.  Essa pressa vai se traduzir em indefinições e imperfeições.

 

É importante que no projeto nada fique por decidir e que não se conceba a solução possível – por via dos prazos, da pressa, ou na ideia de que de se está simplesmente a comprar um produto final acabado. É importante perceber que não. Há decisões a tomar que são importantes e pouca coisa deve ser decidida em obras.

 

O processo na Câmara

 

É importante sublinhar que, ao contrário da ideia generalizada que muito clientes trazem, os projetistas não tratam de “tudo” na Câmara.

 

Os projetistas tratam daquilo que lhe compete tecnicamente tratar, e nos aspetos em que são responsáveis.

 

Na questão do tratamento do processo nas câmaras municipais existe uma figura de maior importância que é o Coordenador de Projeto.

 

Ao Coordenador de projeto compete a organização técnica das peças que constituem o processo urbanístico a submeter na Câmara, na sua vertente material e também na compatibilidade entre os vários intervenientes.

 

Por hábito cultural no nosso país, o coordenador de projeto – que normalmente coincide como projetista de arquitetura – instrui e submete em nome do requerente e dono de obra o processo na Câmara Municipal.

 

Mas, como é factual, é o requerente e dono de obra o titular do processo, e o responsável pela interação com as entidades, bem como pelo andamento do mesmo.

 

A Câmara, no procedimento de licenciamento, não interage diretamente com os técnicos. Será sempre o requerente a ser notificado das questões técnicas a sanar, que naturalmente depois de identificadas e recebidas, delega no coordenador de projeto para sua resolução.